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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Dicas de condução
Sei que este tipo de matéria não atrai a curiosidade para a leitura , mas é importante a gente esta sempre alertando , não somente quando ocorre algum acidente entre nós. CONSELHO E SEGURANÇA NUNCA É DEMAIS!1-Partimos do princípio de que o ciclista é sempre o maior prejudicado. Portanto, é importante sempre pensar antes no que fazer e nas conseqüências dos seus atos.
2-Considere as condições da estrada, se haverá vento, chuva, calor, e vá preparado para tais condições. Um telefone celular tem sua utilidade e leve-o sempre consigo.
3-Avise a sua família e conhecidos quais os lugares que pretende ir, e qual seu horário aproximado de retorno. Exagere, coloque uma hora ou duas a mais, assim eles não se preocuparão no caso de um eventual atraso.
4-Leve consigo documentos (identidade ou similar). Pode ser uma cópia. Também leve um número de telefone para contato.
5-Lembre que a roupa de ciclista não o torna um profissional, então, conduza a bicicleta dentro das suas limitações
6-Não é necessário ser um profissional para usar as roupas em questão. Talvez seja psicológico, mas os motoristas parecem respeitar mais os ciclistas que estão “fardados”.
7-O capacete é indispensável. Está fora de questão não usá-lo.
8-Sempre que possível, pedale em grupo. Poderá sair para passear ou treinar, mas ajude quem for,em caso de acidente.
9-Tanto em grupo, quanto sozinho, evite ao máximo as rodovias principais, com muito tráfego e estreitas. Imagine que nestas rodovias os motoristas o considerarão um “estorvo”.
10-Cumprimente sempre os outros ciclistas, mesmo os desconhecidos. Este esporte é antes de tudo, solidário. Se enxergar um ciclista parado, ofereça auxílio, da próxima vez pode ser você.
11-Tome o máximo cuidado em cruzamentos, pistas de aceleração ou desaceleração. Mesmo que tenha preferência, DESCONFIE SEMPRE de tudo e de todos.
12-Nas pistas de aceleração ou desaceleração, ande sempre à direita, pois um caminhão poderá desviar de você, e o veículo que vem atrás, não, pois você estava fora do seu campo de visão.
13-Nas saídas de pista para a direita, dê a preferência para os veículos que lhe ultrapassarem e irão dobrar. É o acidente mais comum.
14-Nos dias de chuva, tome cuidado com as poças d’água. São o esconderijo perfeito para as “panelas”.
15-Cuidado com as curvas e as faixas pintadas no solo, são como uma pista de gelo.
16-Circule o mais a direita possível.
17-Jamais circule pela contra-mão.
Antecipe seus movimentos aos veículos.
18-Na cidade, cuidado com as portas dos veículos recém estacionados. Com a popularização das películas escuras, todo cuidado é pouco.
19-Preste atenção a crianças, cachorros e braços dos motoristas nas janelas dos automóveis.
20-Se andar em grupo, antecipe os seus movimentos aos demais ciclistas. Também sinalize obstáculos como buracos, bocas-de-lobo e objetos caídos no solo.
21- Se apesar de todos os cuidados, sofrer um acidente, mantenha a calma. Saia do meio da pista ou rua, verifique se está bem, apalpando as extremidades, sobretudo a clavícula. Caso não possa se mover, utilize o telefone celular para pedir auxílio. Se o causador do acidente foi um automóvel, memorize ou anote sua placa. Se este parar para prestar auxílio, solicite o encaminhamento ao um pronto-socorro (se possível, leve sua bicicleta – se não for possível, deixe-a em alguma residência próxima).
22-Desconfie quando quiserem colocar a culpa do acidente em você. Procure testemunhas.
23Tome as rédeas da situação. Não permita que lhe agarrem ou ajudem a levantar-se, pois podem agravar possíveis lesões que tenha sofrido.
24-Grave o lugar do acidente. Tire fotos, sinais de trânsito e evidências do acidente (lembre-se que os motoristas devem, por lei, manter uma distância de 1,5mt do ciclista, o que geralmente não ocorre).
25-No caso do causador do acidente possuir seguro, geralmente as companhias tentarão pagar uma bicicleta inferior a sua. Diga NÃO, você sabe o valor do seu equipamento.
sábado, 29 de agosto de 2009
Que tipo de líquidos e quantidade devemos beber durante a competição?

A composição da bebida competitiva, deve ser adaptada aos condicionalismos naturais do atleta. O tipo de líquidos que devemos ingerir durante uma competição depende dos seguintes factores:
.Intensidade do esforço competitivo
.Duração da competição
·Condições climatéricas
·Situação metabólica antes do início da competição (estado de hidratação e nível das reservas de glicogénio hepático e muscular).

Há uma grande variabilidade individual em relação à quantidade de suor perdido na competição e às capacidades de esvaziamento gástrico e absorção intestinal de uma dada bebida. Dois maratonistas correndo na mesma maratona em tempos semelhantes e bebendo a mesma quantidade de líquidos, podem ter perdas de peso durante a competição tão diferentes como 1% e 5% do seu peso corporal, por exemplo. Um atleta que tenha uma sudação mais profusa necessita de maior aporte de líquidos durante a competição. A quantidade de líquido a ingerir em cada toma e a frequência da mesma, também é sujeita a condicionalismos individuais. Por estes motivos cada atleta deve experimentar a bebida competitiva durante os treinos, pois assim terá oportunidade de escolher a sua bebida ideal, de conhecer a quantidade e a frequência ideal das tomas e melhorar a capacidade de hidratação do organismo.
Em termos práticos a bebida competitiva deverá ter as seguintes características: casos em que o objectivo principal é o fornecimento de fonte energética devemos utilizar água com glúcidos nas concentrações mais altas, mas nunca superiores a 60 gramas por litro.As condições climatéricas também condicionam a composição da bebida:
Climas quentes e/ou húmidos - Água ou água com glúcidos em concentrações entre 20 a 30 gramas por litro.
Climas temperados - Água com glúcidos em concentrações entre 30 a 40 gramas por litro.
Climas frios - Água com glúcidos em concentrações entre 50 a 60 gramas por litro.
2) Todas as bebidas competitivas deverão conter sódio, na concentração de 400 a 1100 miligramas por litro, sob a forma de cloreto de sódio.
3) A bebida poderá conter umas gotas de limão, aromatizantes ou um pouco de chá, com a finalidade de dar um sabor agradável á mesma, que é muito importante para aumentar o grau de aderência do atleta. Os aromatizantes de lima/limão são utilizados frequentemente nas bebidas comerciais. Os gostos palatais parecem ficar um pouco modificados durante o exercício e geralmente os atletas não gostam de bebidas muito aromatizadas ou muito insípidas.
4) Em climas quentes a bebida deverá ser servida fria (ligeiramente refrigerada ou à temperatura que a água sai da torneira) e em climas frios poderá ser servida quente.
5) Deve ser tomada logo após o início da competição, pois durante o exercício o mecanismo da sede parece estar avariado e subestima as carências hídricas. Podemos não ter sede, tendo no entanto necessidade de água.
6) Não devemos dar um volume total de líquido superior à capacidade de absorção do intestino, 12ml/kg/hora de competição (atleta 60kg - 720ml/hora). Excesso de líquidos no intestino ocasionam distúrbios no aparelho digestivo.
7) Dividir o total do volume de líquido por várias tomas, distribuídas regularmente ao longo do período competitivo, nas competições que o permitam. Nunca ingerir mais de 100 a 150ml em cada toma, para facilitar a absorção intestinal do líquido.
8) Aproveitar todos os tempos mortos do pelotão para proceder à hidratação. cuidado.
9) Nas competições com mais de três horas (como em provas de ciclismo, esqui de fundo, triatlo e ultramaratonas), devemos fornecer uma bebida glúcida ou mesmo dar alimentos sólidos ricos em glúcidos como frutos secos, bananas, maçãs, bolos secos pouco açucarados, uvas, etc. Nestas provas longas se não fornecermos glúcidos arriscamo-nos ao surgimento de hipoglicemia, por esgotamento do glicogénio hepático, resultando mau rendimento do sistema nervoso central por falta de glucose, o seu único carburante.
Fonte: http://www.pt.atletas.net
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
ATLETAS DEVERIÃO BEBER CERVEJA TODO DIA

Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática esportiva. A afirmação é do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que apresentou um estudo defendendo o consumo moderado da cerveja para os atletas como fonte de hidratação diária.
O estudo "Idoneidade da cerveja na recuperação do metabolismo dos desportistas", apresentado nesta terça-feira (7), foi baseado em relatórios e pesquisas de especialistas em medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Granada com o aval do CSIC.
Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares.
A tese é defendida pelo cardiologista e ex- jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984).
O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20 g a 24 g de álcool) para homens e duas para mulheres (10 g a 12 g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.
Cerveja ou suco de laranja
De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja.
Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h.
Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo.
Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35ºC, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação.
Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.
"Tão boa quanto água"
A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água.
Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endocrinometabólicos e psicocognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.
O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes.
Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central.
No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois.
O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Princípios do Ciclismo
A maioria de nós aprendemos a pedalar quando crianças, e as habilidades básicas do ciclismo parece não ser novidade para muitos. Depois de determinar o tamanho correto de seu quadro e ajustar todo o restante de sua bike [altura do selim e guidão, etc], alguns princípios básicos podem ser de grande valor para aqueles que desejam melhorar suas habilidades, seja no ciclismo de estrada, mountain bike ou triathlon, considerando as diferenças específicas de cada modalidade. Posição
A posição ideal no ciclismo depende de fatores que compreendem conforto, potência muscular, eficiência mecânica e podem variar com a modalidade e distância, nas seguintes variáveis: altura do banco (uma flexão de 25º a partir da perna estendida é um bom acerto para se evitar lesões e melhorar a eficiência), posição do banco (para frente ou para trás), ângulo do banco, posição da sapatilha no pedal (velocistas podem preferir o eixo mas próximo dos dedos), altura, tipo e extensão do guidão e posição das alavancas de freio. De uma maneira geral, lembre-se de segurar o guidão com os cotovelos levemente flexionados e uma pegada não tão apertada. A mudança na posição das mãos é uma estratégia utilizada para se evitar dores.
Pedalando
Ao girar o pedal, lembre-se de girar como um círculo e não como um movimento para cima e para baixo. Empurre para frente no topo e puxe para trás em baixo (Estes são os momentos críticos que tornam o giro mais fluente). Existe um consenso de que a melhor eficiência está entre 80 e 100 rotações por minuto (rpm). Você pode encontrar esta rotação contando o número de vezes que seu joelho direito sobe por 10 segundos e multiplicando por seis. A troca de câmbio fará com que você encontre a melhor eficiência entre terrenos e inclinações e lembre-se de sempre trocar a marcha pedalando o mais suave possível.
Freios
O freio dianteiro tem mais força para parar, mas pode ser perigoso e você pode voar para frente. Em condições normais, use os dois freios com uma pequena ênfase ao da frente, ao mesmo tempo jogue seu peso para trás. Aplique a pressão sem travar para evitar deslizamento. Na descida, porém, aplique um pouco mais de força no freio de trás ao mesmo tempo que pode jogar o peso para trás. Ao pedalar em grupo (pelotão), as mãos devem estar obrigatoriamente na alavanca de freios pois mudanças bruscas de velocidade podem ocorrer. Atualmente as alavancas de câmbio estão embutidas nas de freios (STI) o que torna a pilotagem mais segura em grupo.
Ao aproximar-se de uma curva você deve abrir para aumentar a sua angulação. Existem três tipos de técnicas de curva: a posição inclinada (o ângulo da bike é o mesmo do ciclista), a posição manobra (o ciclista se inclina e a bike não- para curvas abertas onde você pode continuar pedalando) e a posição contra-manobra (a bike se inclina e o ciclista não- neste caso a perna do lado de menor angulação deve ficar para cima e parada).
Subindo
As subidas são uma das melhores formas de treinamento. Mude o câmbio antes de começar a subida e planeje o percurso, longo e gradual ou curto e inclinado ou a combinação de ambos. Suba sentado se for um percurso longo, assim você terá mais eficiência. Subir em pé exige muito da musculatura e fornece mais potência portanto, utilizar em treinamento, em fugas e para adquirir ou não perder velocidade pode ser uma boa estratégia.
Descendo
É o pagamento para todo o trabalho de subida mas fique atento com buracos e obstáculos, segurando nos freios todo o tempo. Pedale na sua relação mais pesada e incline-se para baixo para diminuir a resistência. Se necessitar diminuir a velocidade faça antecipadamente e intervaladamente.
Alguns princípios devem ser observados quando ciclistas pedalam em grupo em treino e nas competições, com o objetivo de ganhar segurança, evitar quedas e aproveitar os benefícios para um melhor rendimento.
Não vire, acelere ou pare abruptamente, pois além de ser ineficiente é perigoso. Ciclistas geralmente "escapam" sutilmente para um lado para acelerar ou desacelerar.
Mantenha-se a uma distância segura e confortável do ciclista da frente e use freios o mínimo possível para evitar desperdício de energia
Além de evitar choque com o ciclista que vêm atrás. Gritos e comandos podem parecer rudes e nervosos, mas não devem ser considerados pessoalmente pelo risco da situação principalmente quando houver ciclistas novatos ou inexperientes.
Quando estiver liderando atenção com caramanholas, comidas e evite mudar frequentemente a relação. Avise outros ciclistas de perigos a frente como obstáculos, vidros e buracos e lembre-se, sem movimentos repentinos.
Toques ocasionalmente quando se pedala em grupo
Deve ser evitado mas é prudente praticá-los em velocidade reduzida e num local gramado com o objetivo de evitar pânico quando ocorrer. Toque os ombros e coxas e movimente-se no sentido contrário. O toque de rodas também pode ser praticado controlando o giro de pedal e a posição do corpo.
Dinâmica de pelotão
Nos treinos e principalmente numa prova, normalmente ocorrem várias movimentações que devem ser enfatizadas aos participantes. As fugas são esforços máximos com o objetivo de se livrar do grupo ou de outro ciclista, e são realizados num momento de debilidade dos ciclistas oponentes, na chegada, término de uma subida, num ponto estratégico ou muito utilizado para cansar os adversários. O espaço entre ciclistas também podem ser provocados para cansar os adversários, repetidos várias vezes numa corrida. O bloqueio também produz espaços e é uma tática muito utilizada para diminuir ritmo de grupos de perseguição, permitindo que ciclistas da mesma equipe fujam. Também pode ser feito passivamente, distraíndo oponentes.
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